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Extensor de Bloco ou Extensor Espiral: qual escolher para ensaios de resistência à abrasão?

14 de out.
5 min de leitura
Extensor Espiral TKB Erichsen / Foto: TKB Erichsen.
Extensor Espiral TKB Erichsen / Foto: TKB Erichsen.
Extensor Quadrangular TKB Erichsen. / Foto: TKB Erichsen.
Extensor Quadrangular TKB Erichsen. / Foto: TKB Erichsen.


Na avaliação da resistência à abrasão de tintas, vernizes e revestimentos, a escolha dos acessórios utilizados no ensaio é fundamental para garantir resultados consistentes e comparáveis.

Entre os acessórios disponíveis, os extensores de bloco, também conhecidos como Extensor Bird, Monobloco ou Quadrangular, e os extensores espirais são utilizados para aplicar películas de espessura controlada sobre diferentes substratos.


Mas qual é a diferença entre eles? Quando utilizar cada modelo e quais fatores devem ser considerados na escolha?

Neste artigo, explicamos as principais características de cada tipo de extensor e como selecionar o mais adequado para sua aplicação.


O que é um extensor de película?

O extensor de película é um acessório utilizado para aplicar uma camada de tinta, verniz ou outro revestimento sobre uma superfície, permitindo controlar a espessura da aplicação.

Esse controle é importante porque a espessura da película pode influenciar diretamente o desempenho do revestimento e os resultados obtidos em ensaios laboratoriais.

Existem diferentes modelos de extensores, desenvolvidos para atender a necessidades específicas de aplicação. Entre eles, destacam-se os extensores de bloco e os extensores espirais.


1. Extensor de Bloco: Bird, Monobloco ou Quadrangular

O extensor de bloco é um acessório de geometria rígida, geralmente fabricado em metal, com uma ou mais aberturas calibradas que permitem aplicar uma película com espessura úmida nominal definida.

Os nomes Bird, Monobloco e Quadrangular podem variar conforme o fabricante, o formato construtivo e a configuração do acessório. Por isso, é importante verificar as especificações técnicas de cada modelo antes de comparar suas características.


Principais características:

  • Aplicação de películas com espessura úmida nominal definida.

  • Construção rígida, adequada à aplicação controlada de revestimentos.

  • Disponibilidade em diferentes aberturas e faixas de espessura.

  • Utilização em laboratórios de tintas, vernizes, revestimentos e controle de qualidade.


Quando utilizar?

O extensor de bloco é indicado quando o procedimento de aplicação exige uma espessura úmida nominal específica e o modelo escolhido atende às dimensões e condições estabelecidas pelo método de ensaio.

É uma opção para laboratórios que precisam padronizar a preparação de amostras e manter condições de aplicação consistentes entre diferentes avaliações.


2. Extensor Espiral: como funciona?

O extensor espiral possui uma haste com geometria helicoidal, cuja configuração permite distribuir o revestimento sobre o substrato e produzir uma película úmida nominal determinada pelo modelo utilizado.

Diferentemente de um extensor de bloco com abertura definida, o extensor espiral utiliza a geometria da haste para controlar a aplicação.


Principais características:

  • Construção com geometria helicoidal.

  • Aplicação de películas com espessuras nominais determinadas pela configuração da espiral.

  • Possibilidade de utilização em diferentes etapas de preparação de amostras, conforme o procedimento adotado.

  • Disponibilidade de modelos para diferentes faixas de espessura.


Quando utilizar?

O extensor espiral pode ser uma alternativa quando o laboratório precisa aplicar películas com uma espessura nominal específica e o formato helicoidal é compatível com o método de preparação utilizado.

A escolha deve considerar a faixa de espessura desejada, o tipo de revestimento, o substrato e as recomendações do fabricante.


3. Quais são as principais diferenças?

Embora ambos sejam utilizados para aplicar películas de espessura controlada, os dois acessórios apresentam diferenças construtivas que influenciam sua utilização.

Característica

Extensor de Bloco

Extensor Espiral

Geometria

Corpo rígido com abertura ou aberturas calibradas

Haste com geometria helicoidal

Controle da aplicação

Determinado pela abertura e pela geometria do modelo

Determinado pela geometria da espiral

Seleção

Conforme a abertura e a espessura nominal requerida

Conforme a configuração e a espessura nominal requerida

Aplicação

Preparação controlada de películas

Preparação controlada de películas

Critério principal

Compatibilidade com o método de ensaio

Compatibilidade com o método de ensaio

Importante: a espessura nominal indicada para cada extensor não deve ser confundida com a espessura final da película seca. O resultado depende também do teor de sólidos do revestimento, das características da formulação e das condições de aplicação e secagem.


4. Qual extensor escolher?

A escolha não deve ser feita apenas pelo formato do acessório. O primeiro passo é identificar a finalidade da aplicação e as condições exigidas pelo procedimento técnico.

Considere os seguintes fatores:


1. Espessura úmida desejada

Verifique qual espessura nominal precisa ser aplicada e selecione um modelo compatível com essa faixa.


2. Método de ensaio

Quando a preparação da amostra faz parte de um método normativo ou procedimento interno validado, utilize um extensor compatível com os requisitos estabelecidos.


3. Características do revestimento

Viscosidade, nivelamento, teor de sólidos e outras propriedades da formulação podem influenciar a formação da película. O acessório deve ser adequado ao material utilizado.


4. Tipo de substrato

A superfície de aplicação também interfere no resultado. Verifique se o substrato, sua preparação e sua planicidade são compatíveis com o procedimento.


5. Repetibilidade dos resultados

Para comparações confiáveis, mantenha as condições de aplicação controladas, incluindo o extensor utilizado, a velocidade de aplicação e a preparação da amostra.

Em caso de dúvida, consulte as especificações do fabricante e os requisitos do método aplicável antes de definir o acessório.


5. Curiosidades sobre a aplicação de películas

Espessura úmida não é espessura seca

Um dos pontos mais importantes na preparação de amostras é compreender que a espessura aplicada antes da secagem não corresponde necessariamente à espessura final do revestimento.

Durante a secagem, a evaporação dos componentes voláteis provoca uma redução da espessura. Por isso, a espessura seca depende, entre outros fatores, do teor de sólidos por volume e das características do material.


O mesmo extensor pode gerar resultados diferentes

Mesmo utilizando o mesmo modelo, diferenças na velocidade de aplicação, na limpeza do acessório, na viscosidade da tinta e nas condições do substrato podem alterar a formação da película.

A padronização do procedimento é essencial para reduzir a variabilidade entre amostras.


A escolha do extensor influencia os ensaios posteriores

Em avaliações de resistência à abrasão, aderência, brilho e outras propriedades, a preparação da película é uma etapa importante para a confiabilidade dos resultados.

Uma película preparada fora das condições previstas pode dificultar a comparação entre

materiais e comprometer a interpretação dos resultados.


6. Qual é a melhor opção para o seu laboratório?

Não existe um único extensor ideal para todas as aplicações. O modelo mais adequado é aquele que atende à espessura nominal desejada, às características do revestimento e às exigências do método utilizado.

O extensor de bloco e o extensor espiral possuem configurações diferentes, mas ambos podem contribuir para a preparação controlada de películas quando selecionados e utilizados corretamente.

Antes de adquirir um acessório, confirme a faixa de espessura, as especificações construtivas e a compatibilidade com o seu procedimento de ensaio.


A TKB Erichsen oferece soluções para laboratórios de controle de qualidade e avaliação de revestimentos. Entre em contato com nossa equipe para obter orientações sobre os acessórios mais adequados às necessidades do seu laboratório.

A escolha correta começa com a compreensão do ensaio e dos requisitos da aplicação.

 
 
 

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